domingo, 12 de agosto de 2012

Lista das praias acessíveis em 2012

Praia Acessível - Praia para Todos, começado em 2004, é fruto de uma parceria inicialmente protagonizada pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P., o Instituto da Água, I.P., o Turismo de Portugal e o Instituto do Emprego e Formação Profissional.

Conheça a lista das praias acessiveis em 2012.

Com este Projecto, e na sequência do que se encontra previsto para a orla costeira e atendendo também à legislação sobre acessibilidade, designadamente o que dispõe o Decreto-Lei nº 163/2006, de 8 de Agosto, pretende-se que as zonas balneares, designadas como tal no âmbito do Artigo 51º do Decreto-Lei nº 236/98, de 1 de Agosto, reúnam um conjunto de condições que permitam o seu uso por todas as pessoas, sem que se ponha em causa a idade e as dificuldades de locomoção ou mobilidade.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Resposta à minha reclamação à falta de acessibilidades no Serviço Saúde Pública de Tomar. Revoltante.

No dia 23 de Novembro de 2009, desloquei-me até ao Centro de Saúde de Tomar/Serviço de Saúde Pública, em Tomar, para ser observado por uma junta médica e me atribuírem o grau de incapacidade para fins de Atestado Médico de Incapacidade Multiusos. Até parece que 20 anos depois deixaria de ser tetraplégico e voltava a andar por milagre. Mas isso é outro assunto…

Conseguir um estacionamento perto do edifício foi uma aventura. Não se entende como é possível um lugar existente para supostamente receber pessoas com deficiência não possuir locais próprios de estacionamento…essa foi a primeira dificuldade, mas o pior estava para vir. Ao começar a tirar a cadeira de rodas eléctrica do táxi, o funcionário do Centro de Saúde aborda-nos e avisa que a minha cadeira de rodas não conseguiria entrar no edifício e aconselhou-me a não sair do veiculo que iria ser examinado na via pública. Isso fiz, e minutos depois a equipa médica estava junto do táxi e com a porta lateral aberta começam a fazer-me perguntas, ver meus relatórios, exames de diagnóstico e pediram para abrir fecho das calças para se certificarem se tinha fralda e algália. Tudo isso a uns dois metros das mesas de uma esplanada. Terminaram o serviço e recebo meu Atestado Médico Multiusos com o grau de incapacidade de 90%. Na altura ainda estive para reclamar mas estava de táxi, confuso com tudo aquilo e muita pressa que fiquei para o fazer depois. Chegado a casa reclamo oficialmente para várias entidades incluindo ERS, INR, Centro de Saúde de Abrantes que sabendo que me deslocava em cadeira de rodas me enviou para lá, mas respostas zero. Dia 27 de Julho último, e aproveitando o Dia da Reclamação, uma iniciativa a nível nacional levada a cabo pelo Movimento (d)Eficientes Indignados, exactamente para exigirmos do Governo o cumprimento da lei das acessibilidades, desloco-me na companhia de outros amigos até ao local e procedo à reclamação oficial no livro de reclamações. Acabo de receber por parte do Diretor Executivo, Dr Fernando Siborro a resposta a essa reclamação. Nem queria acreditar no que estava a ler. Nunca pensei ser possível tamanha indiferença e falta de respeito pela humilhação que passei. No lugar de um pedido de desculpa e assumir os erros pela discriminação que fui sujeito, recebo uma resposta descabida e sem nexo como podem observar.

1 - Afirmam que nenhum de nós se chegou até á referida porta dos serviços. Não é verdade e a foto que tiramos na altura prova-o.
2 – Assumem que o edifício não tem acessibilidades, mas acrescentam que sempre que necessário é colocada uma rampa amovível que permite a entrada a utilizadores de cadeiras de rodas. Mas tem acessibilidades ou não? A dita rampa está mais que evidente que ultrapassa os 6% de inclinação que como sabemos é o limite imposto por lei e segundo funcionário foram necessários quatro anos para conseguir ter esta preciosidade. Sendo assim houve alturas que nem rampa existiu.

3 – Os lanços de degraus são realmente dois na entrada, e dois no interior do edifício, isto para não mencionarmos também a falta do passeio rebaixado. Convido-os a prestarem bem atenção no espaço após a rampa. Qualquer leigo se apercebe que mesmo conseguindo ultrapassar esse obstáculo que é a rampa inclinadíssima da entrada, não consegue ultrapassar o conjunto de degraus seguinte, a não ser que consigam suspender no ar a cadeira de rodas durante tempo suficiente para que alguém venha buscar a rampa à entrada, e a coloque por baixo da cadeira. Naquele espaço não cabe a cadeira e rampa.
4 – Também referem que a Presidente das Juntas Médicas afirma que se um utente com mobilidade reduzida não se conseguir dirigir até ao interior do edifício que para agilizar o acesso é examinado na via pública, mas sempre dentro do veiculo que o transporta. Mas onde ficamos? Por um lado afirmam que sempre que necessário é colocada uma rampa amovível que permite a entrada a utilizadores de cadeiras de rodas para qualquer uma das salas existentes, mas por outro lado afirmam que caso um utente com mobilidade reduzida não consiga entrar no edifício é examinado pela junta médica na rua. Mas se têm acessibilidades examinam utente na rua porquê? No final da carta afirmam que jamais observaram alguém na rua…

5 – No penúltimo parágrafo da resposta à minha reclamação desmentem-me. Afirmam que nunca examinaram ninguém na rua, mas mais uma vez se contradizem. Acima escrevem que caso existam casos em que os utentes com mobilidade reduzida não consigam entrar no edifício são observados no exterior do edifício. Será que abrir uma porta do veiculo e mandar descer as calças a uma pessoa, como foi o meu caso não é examinar na via pública? Fico sem ser esclarecido…E quanto a ser perto de uma esplanada também é fácil de provar. Ainda existe, e qualquer pessoa o pode confirmar.

Perante esta decepcionante e despropositada resposta desafio o Sr Diretor Executivo Fernando Siborro, e a Sra Presidente das Juntas Médicas a acompanhar-me até ao edifício em causa, e provar o que afirmam. Faço questão que pessoalmente me expliquem como entrar no edifício e salas que referem.

Dificil entender porque o Sr Director ignora estes factos, e mais ainda a sua falta de sensibilidade, humanidade e falta de respeito para comigo. Quero deixar bem claro que jamais esquecerei a humilhação que passei, e esta resposta veio agravar ainda mais a minha revolta.

Eduardo Jorge

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Menino tetraplégico espera 13 anos para se fazer justiça

Oito anos é o tempo médio que um tribunal demora a decidir um caso de erro médico. Os dados mostram que é nas urgências, na cirurgia e na obstetrícia que os utentes mais se queixam dos profissonais de saúde. A demora da decisão jurídica é uma tortura para profissionais e famílias.

Sérgio esperou treze anos para que os tribunais decidissem. Um erro médico deixou o menino tetraplégico e só agora é que o Centro Hospitalar do Porto vai pagar uma indemnização. O caso foi mediático e é um exemplo da forma como os tribunais decidem casos de erro médico.

A farmacêutica Lígia Ernesto estudou a incidência de erros dos profissionais de saúde publicados na comunicação social desde 1974. Na tese de mestrado lê-se que é nas urgências, na cirurgia e em obstetrícia que mais erros ocorrem. Os hospitais de Santa Maria, Amadora-Sintra e de Viseu são as unidades que mais problemas trazem aos utentes.

Para que a aplicação das decisões judiciais seja feita de forma mais rápida, a Ordem dos Médicos está a preparar uma alteração dos estatutos.

Fonte e reportagem em video: TVI24

sábado, 4 de agosto de 2012

Acidif para prevenir infeções urinárias

Todos sabemos que as infecções urinárias não nos deixam em paz. Ultimamente as minhas têm sido constantes. Não daquelas que nos atiram para o lado. Mas inconvenientes quanto baste. Como praticamente nunca deixamos de ter uns bicharocos a viverem felizes na nossa bexiga, infecção temos sempre, daí especialistas só nos aconselharem a procurar médico nos casos em que temos como sintomas febre, urina com mau cheiro, hematúria (sangue na urina), urina viscosa, sudorese, etc. Até porque se formos continuamente e repetidamente medicados com antibióticos criamos resistência, no meu caso já sou resistente a vários.

Bebo imensa água (demais também é prejudicial), tomo todos os dias uma grama de vitamina C para regular o ph, faço uma alimentação equilibrada e as ditas não me largam. Perante este quadro e a conselho da minha médica vou começar a tomar “Acidif” como profilaxia duas vezes ao dia. É considerado um suplemento alimentar que ajuda a promover o funcionamento correto do aparelho urinário, criando condições inibitórias ao desenvolvimento e proliferação bacteriana. Segundo opiniões de quem o toma é muito eficaz na prevenção de infecções urinárias. Fico contente por ser um medicamento natural. É feito à base de L- Metionina (aminoácidos) e extracto concentrado de Arando (Cranberry). Cada embalagem contém 30 comprimidos, e tem o valor aproximado de 18€. Visto estar a ser medicado com antibiótico não o poderei ainda tomar o Acidif. Irei fazê-lo logo que termine e depois poderei dar a minha opinião.

Além deste suplemento uma grande especialista em medicina complementar aconselhou-me juntar 3 gotas de Tea Tree (biológico), com 3 gotas de óleo essencial de molécula cajepute e um pouquinho de óleo de sésamo, num recipiente sem ser de plástico e massajar os genitais diariamente com esse preparado. Além disso colocar uma porção na parte do boxer que está em contato com os genitais. É um antibacteriano natural e parece ser muito eficaz. Não custa tentar até porque não tem contra-indicações. O Acidif foi autorizado pelo Infarmed.

Nova cadeira de rodas da Kuschall: K-Advance

Para quem consegue usar as cadeiras manuais ai fica a nova Kuschall...

A Invacare apresenta a Kuschall Advance uma cadeira de rodas activa, única e inovadora no mercado! A plataforma de assento, fabricada em carbono, é a peça principal da K-Advance. Tudo o resto foi desenhado e desenvolvido ao redor desta!

Invacare Basic: Novo colchão antiescaras

Colchão preventivo de úlceras de pressão indicado para uso domiciliário ou institucional com capa de algodão ou de poliuretano.
Conheça AQUI o novo colchão Invare Basic

Centro de reabilitação do Norte

AS PESSOAS COM DEFICIENCIA FISICA GRAVE, RESIDENTES NO NORTE DO PAÍS, COM NECESSIDADE DE SERVIÇOS DE RECUPERAÇÃO FISICA E DE REABILITAÇÃO, TEM QUE SE DESLOCAR PARA O SUL, POR VEZES CENTENAS DE KILOMETROS, AFASTADOS DA FAMILIA, E COM ELEVADOS CUSTOS ECONÓMICOS, PARA BENEFICIAREM DE SERVIÇOS DE RECUPERAÇÃO FÍSICA E DE REABILITAÇÃO.

A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS DEFICIENTES SINISTRADOS NO TRABALHO, E OUTRAS ORGANIZAÇÕES DE PESSOAS COM DEFICIENCIA DO NORTE, SEMPRE RECLAMARAM A NECESSIDADE DE, NO DISTRITO DO PORTO, SER CRIADO UM CENTRO DE REABILITAÇÃO DE QUE PODESSEM BENEFICIAR AS PESSOAS COM DEFICIENCIA FISICA GRAVE.

E, AO TOMAREM CONHECIMENTO DA CRIAÇÃO DO CENTRO DE REABILITAÇÃO DO NORTE (V. N. DE GAIA) FINALMENTE AS PESSOAS COM DEFICIENCIA E OS SEUS FAMILIARES GANHARAM A ESPERANÇA DE PODEREM TER O DIREITO A SERVIÇOS DE REABILITAÇÃO, CONDIÇÃO INDISPENSÁVEL PARA A SUA INCLUSÃO SOCIAL E PROFISSIONAL E O DIREITO DE FAZEREM PARTE DE UMA SOCIEDADE QUE SE DESEJA REALMENTE INCLUSIVA.

ONTEM, 19 DE JUNHO DE 2012, O SR. MINISTRO DA SAÚDE, PELO QUE FOI NOTICIADO PELA COMUNICAÇÃO SOCIAL (JN 19/06) VEIO A PÚBLICO DIZER QUE O CENTRO DE REABILITAÇÃO DE VILA NOVA DE GAIA, “SÓ VAI ABRIR SE FOR ASSEGURADA A SUA VIABILIDADE ECONÓMICA E FINANCEIRA” E DEPOIS DE TER O SEU “OBJETIVO DEFINIDO”. E O SR. PRESIDENTE DA CAMARA MUNICIPAL DE VILA NOVA DE GAIA, REFERE “DESEJAR UMA PARCERIA INTERNACIONAL PARA GERIR O CENTRO DE REABILITAÇÃO” AGUARDANDO QUE DESSA FORMA “VENHAM MUITOS EUROPEUS (DEFICIENTES) DE CLASSE A, O QUE SUGERE PARA ALÉM DE GRANDE INSENSIBILIDADE SOCIAL PARA COM OS DEFICIENTES DO NORTE, O DESEJO DE CRIAR MAIS UMA PARCERIA PUBLICO PRIVADA PARA A GESTÃO DAQUELE CENTRO DE REABILITAÇÃO.

FAZENDO FÉ NA LEI E NA CONVENÇÃO INTERNACIONAL (QUE PORTUGAL RATIFICOU) SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIENCIA, AS ORGANIZAÇÕES DE PESSOAS COM DEFICIENCIA, OS DEFICIENTES E OS SEUS FAMILIARES SEMPRE PENSARAM QUE O “OBJETIVO” DO CENTRO DE REABILITAÇÃO, ERA O DE ASSEGURAR ÁS PESSOAS COM DEFICIENCIA O DIREITO À REABILITAÇÃO E O DIREITO À VIDA.

O CENTRO DE REABILITAÇÃO DO NORTE ESTÁ PRONTO E RECUSAMO-NOS A ACREDITAR ( A CRER NAS DECLARAÇÕES DO MINISTRO DA SAÚDE, E DO PRESIDENTE DA CAMARA MUNICIPAL DE GAIA) QUE SE PREVELIGIEM CIDADÂOS ESTRANGEIROS COM CAPACIDADE ECONÓMICA, EM DETRIMENTO DAS PESSOAS COM DEFICIENCIA QUE VIVEM NO NORTE, SÃO POBRES E NÃO TEM ESTATUTO CLASSE A.

RECUSAMO-NOS A ACREDITAR QUE SE SONEGE DIREITOS FUNDAMENTAIS ÀS PESSOAS COM DEFICIENCIA APENAS POR SEREM POBRES E PORTUGUESES, QUE SE CONDICIONE OS DIREITOS HUMANOS DAS PESSOAS COM DEFICIENCIA POR RAZÕES ECONÓMICAS, QUE SE DIVIDA OS CIDADÕES COM DEFICIENCIA POR CLASSES, EM FUNÇÃO DAS SUAS CAPACIDADES ECONÓMICAS.

EM CONSEQUÊNCIA DAS DECLARAÇÕES DO SR. MINISTRO DA SAÚDE E DO SR. PRESIDENTE DA CAMARA DE GAIA, QUE RESPOSTA TERÃO A DAR AOS PORTUGUESES COM DEFICIENCIA E ÀS SUAS FAMILIAS, (EM ESPECIAL OS QUE RESIDEM NO NORTE DO PAÍS) O SR. PRESIDENTE DA REPÚBLICA, O SR. PRIMEIRO MINISTRO, E A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA? DESIGNADAMENTE SE:

-O CENTRO DE REABILITAÇÃO DO NORTE SÓ VAI ABRIR QUANDO CHEGAREM A PORTUGAL MUITOS “CIDADÃOS EUROPEUS” COM DEFICIENCIA DA “CLASSE A”?

-OS DIREITOS DOS DEFICIENTES PORTUGUESES DE “CLASSES INFERIORES” QUE PRECISAM DE REABILITAÇÃO VÃO SER IGNORADOS OU POSTERGADOS?

20 DE JUNHO DE 2012. A DIRECÇÃO NACIONAL DA ANDST

Enviado por e-mail

Tetraplégica a fazer transferência

Boa técnica. As ranhuras da tábua são interessantes. Desconhecia. A mim falta-me aquele equilibrio e capacidade para fazer o push-up. Só consigo arrastar o rabiosque.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Diagnóstico pré-natal de deficiência está a melhorar

A detecção precoce aumentou 5% e fez crescer também o número de interrupções voluntárias da gravidez.

Está a melhorar o diagnóstico de deficiência antes do nascimento, ainda que a maioria dos casos de anomalias congénitas só sejam detectados depois do parto.

São dados do Instituto Nacional Ricardo Jorge (INRJ) relativos ao período entre 2008 e 2009. Mantém-se a indicação de que quanto mais velha é a mãe, maior é a probabilidade de ter filhos com este tipo de problemas.

É depois dos 40 que as coisas tendem a complicar-se e doenças como a Síndrome de Down são as que mais aumentam em função da idade da mãe.

Nos três anos analisados, foram comunicadas ao INRJ 3.500 casos de anomalias congénitas e na maioria das crianças o problema só foi descoberto no momento do nascimento ou no primeiro mês de vida.

O diagnóstico pré-natal aumentou ainda assim 5% e atingiu em 2010 os 47% de todas as anomalias congénitas registadas. A detecção precoce fez aumentar também o número de interrupções voluntárias da gravidez.

As malformações mais comuns são no coração. Já as anomalias do sistema nervoso central, como a hidrocefalia ou espinha bífida diminuíram no período estudado.

Fonte: rr

Educação sexual do adolescente com deficiência

Uma visão sobre a educação sexual do adolescente com deficiência.

Veja aqui.

Projecto de investigação no âmbito da Pós-Graduação em Educação Especial da Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti.

Programa de Emergência Social (PES)

A avaliação de alguns dos beneficiários do Programa de Emergência Social (PES), apresentado há um ano, oscila entre a nota bastante positiva e a muito humilde, com críticas à falta de concretização de algumas medidas.

O Programa de Emergência Social foi apresentado a 05 de Agosto do ano passado com o objectivo de combater a pobreza e a exclusão social e com actuação em cinco áreas essenciais: famílias, idosos, deficientes, voluntariado e instituições sociais.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) faz um balanço «bastante positivo».

«Não estará tudo a andar, mas no que se refere a moderação nas exigências das respostas sociais, penso que se deram passos bastante importantes, na medida em que, mantendo-se a qualidade e a segurança, consegue-se atender a mais pessoas, nomeadamente em creches e em lares de idosos», apontou o padre Lino Maia.

Por concretizar, de acordo com o responsável, estão ainda medidas como a revisão da legislação de licenciamento de equipamentos sociais ou a simplificação das regras da segurança e higiene alimentar nas cozinhas das instituições sociais.

Junto da Confederação Nacional de Associações de Família (CNAF) o balanço é «pouco positivo» porque, apesar de ser um «programa ambicioso» que respondia a muitas das «ansiedades» da organização, a sua concretização revelou-se «muito humilde».

«O programa do microcrédito não está a funcionar. Também a formação para a inclusão, que era uma das nossas reivindicações, (…) foi apregoado, foi anunciado, mas não tem havido», criticou Teresa Costa Macedo.

A presidente da CNAF disse também que o terceiro sector tem sido esquecido e que tem recebido «as maiores queixas», principalmente da parte de reformados e pensionistas. Acrescentou que a política fiscal «é muito injusta» e que as famílias estão a passar pela maior crise de sempre.

Na opinião do presidente da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), fazer um balanço do PES é ainda «muito provisório», porque «muito do que foi feito passa pela adopção de legislação cujos efeitos práticos ainda não são perceptíveis».

Em matéria de medidas incluídas no PES, Humberto Santos lembrou que o programa Rampa «aparece como uma questão inovadora, mas existe desde 2008», e defende que era importante perceber o que é que está a ser feito em matéria de acessibilidade e transformação arquitectónica.

Outra medida a que o presidente da APD deu destaque foi o 'Descanso do Cuidador', defendendo Humberto Santos que seria «interessante» perceber que impacto tem tido, se quem precisa recorre a ela e se há efectivamente respostas.

«Governo sobre Governo anuncia medidas cuja avaliação dos impactos não é feita e ficamos todos com a ideia de que muita coisa é anunciada, mas pouco é concretizado», disse o responsável, para quem o PES é «muito assistencialista».

Para a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (Murpi), a sigla PES significa Programa de Empobrecimento Social porque não tem em conta as dificuldades ou as necessidades dos idosos.

Em relação a medidas como o apoio domiciliário, por exemplo, o presidente da Murpi diz que os pedidos de ajuda são crescentes, mas não há um financiamento adequado para as respostas necessárias. Já no que diz respeito aos centros de noite, diz ter conhecimento de existirem «um ou dois», mas desconhecer se foram criados mais.

A coordenadora da Bolsa de Voluntariado diz que o Governo tem valorizado esta área, mas admitiu ainda estar à espera que a Lei do Voluntariado seja finalizada e entre em vigor.

«É muito importante que o voluntariado não seja um obstáculo ao mercado de trabalho, de modo a que seja um voluntariado que não seja um emprego disfarçado, para que as pessoas estejam focadas naquilo que é importante, que é a procura activa de emprego», defendeu Helena Presas.

Contactada pela Lusa, fonte do Ministério da Solidariedade disse que não faria, neste momento, qualquer balanço do programa, acrescentando que apenas estão previstas análises semestrais.

Lusa/SOL

Se beberes não conduzas

A Associação Salvador lança hoje a campanha de prevenção rodoviária "Há sonhos que morrem cedo demais. Se beberes não conduzas." (clique aqui para ver o vídeo)

Esta ação de sensibilização, que foi desenvolvida probono pela agência de publicidade MSTF Partners e pela produtora Ministério dos Filmes, irá passar em diferentes meios de comunicação, nomeadamente televisão, cinemas Zon Lusomundo, mupis e imprensa.

Os acidentes rodoviários estão na origem da maioria dos casos de deficiência motora adquirida, como foi o caso de Salvador Mendes de Almeida, presidente da Associação Salvador, que ficou tetraplégico aos 16 anos devido a um acidente de mota. Portugal é dos países desenvolvidos com maior taxa de sinistralidade rodoviária. Estes dois factos fizeram-nos assumir desde o início um papel ativo na prevenção de acidentes deste género, tendo vindo a desempenhar ações de sensibilização, formação e educação da população - sobretudo nas camadas jovens (maior grupo de risco).

A Associação Salvador tem desenvolvido várias ações de prevenção rodoviária, nomeadamente em Escolas Secundárias, através da campanha "Licença para Guiar" e ações de sensibilização de rua junto aos locais de diversão noturna, através da campanha "Regresso Seguro". Em 2011, e de forma a conseguir passar a mensagem a um maior número de pessoas, lançou a campanha "Uma noite, pode mudar a vida inteira. Se beberes, não conduzas", que esteve presente em diferentes meios de comunicação.

A campanha que hoje lançamos conta com o apoio dos mecenas Banco Espírito Santo, Semapa, Brisa, Liberty Seguros e Locarent.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Distrito de Santarém já tem táxi adaptado

Hoje tenho uma boa noticia a publicar. Já temos um táxi adaptado no Distrito de Santarém. Mais precisamente com sede em Torres Novas, mas disponível para fazer serviços em qualquer lugar do nosso Distrito. Tempos atrás recebo um email do proprietário a comunicar-me a boa novidade e a convidar-me para conhecer o veiculo. Aceitei de imediato mas com algumas reservas. Estava à espera de encontrar um veiculo semi-adaptado, mas para minha surpresa o veiculo estava muito bem equipado e proprietário muito profissional e preocupado em saber em que poderia melhorar ainda mais. Vinha equipado com fixadores e cinto de segurança como impõe a lei, rampa anti-derrapante e bem fixada, um degrau nas laterais para quem tem outras dificuldades em entrar no veiculo e o Sr Armando Dias, que é o proprietário e condutor, sempre muito solicito e interessado em fazer ainda melhor e conhecer nossas necessidades. Dei-lhe algumas sugestões e fiquei de ir experimentar o táxi mais arde.
Aconteceu no dia da reclamação. Fui juntamente com o amigo Vitor Ferreira da Concavada a Tomar, e a viagem foi perfeita. Sinceramente nada tem a ver com o viajar de ambulância. Sr Armando Dias também sempre preocupado com nossa segurança e bem estar e constantemente a questionar-nos se tudo corria bem. Grande profissional, e embora já o tenha feito pessoalmente aproveito para lhe agradecer mais uma vez a coragem que teve em ter tomado esta iniciativa, pois infelizmente só os grandes centros têm o privilégio de os ter.
Por curiosidade ainda tentei saber quais as motivações que o levaram a arriscar investir num táxi adaptado no interior do pais, e ele foi claro na resposta. Que o fez por respeito a todas as pessoas com deficiência e contemos sempre com ele para o que for preciso.

Agora cabe-nos retribuir ao Sr Armando Dias, e só há uma maneira de o fazer, é usarmos o seu táxi. Só requisitando seus serviços poderemos manter este táxi no mercado e ao nosso dispor. Se não dermos uso ao veiculo não haverá capacidade financeira para o manter, e nesse caso lá se vai mais uma excelente iniciativa e continuaremos a reclamar que nada temos no interior. Por isso peço-vos que o requisitem, mas se não puderem usar o táxi pelo menos o indiquem aos amigos e o publicitem o mais possível.

O veiculo tem capacidade para transportar 7 pessoas em simultâneo, sendo uma em cadeira de rodas. Preços não são superiores seja o cliente utilizador de cadeira de rodas ou não. Destacar também que pode-se sempre juntar um grupinho, alugar o táxi e dividir despesas. Fica muito mais barato que qualquer outro transporte e não tenham receio de pedir o que quer que seja, Sr Armando está sempre disponível para nos apoiar.

Obrigado Sr Armando Dias e muito sucesso.

Contatos e mais informações: Taxis Torres Novas