segunda-feira, 21 de abril de 2014

Tetraplégicos recuperam novimentos sem precisar de cirurgia

De acordo com uma pesquisa que foi desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP), em São
Carlos, São Paulo, irá ajudar na restituição dos movimentos em partes do corpo de pessoas tetraplégicas. O estudo foi aplicado em pacientes no Hospital de Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp). Os pesquisadores envolvidos, afirmam que essa é a primeira vez que os impulsos elétricos conseguem recuperar o movimento dos membros sem precisar fazer cirurgia, usando apenas eletrodos que são inseridos na pele.

Um dos beneficiados com a descoberta, o aposentado Marcelo Faria que é tetraplégico, e conta com o auxílio de quatro especialistas para fazer exercícios que possam ajudá-lo a aprender a andar novamente, esse tratamento já dura em média seis anos. Ele conta que, agora já consegue se alimentar sozinho, escovar os dentes, até cantar porque sua respiração melhorou significativamente.

Desde quando ficou tetraplégico, o também aposentado Alexandre Fernandes, não tinha movimentação dos ombros para baixo e também não imaginava se poderia um dia voltar a movimentar-se, até que, há um ano começou o tratamento e melhorou o movimento dos braços. “Os espasmos diminuíram e o movimento dos braços aumentou bastante”, conta.
Bons resultados

Os pacientes foram sujeitos a um estimulo elétrico neuromuscular que foi desenvolvido pelos pesquisadores da USP. Para que chegassem a um resultado favorável, tiveram uma longa jornada de estudos, mais de 10 anos até chegar a conclusão que os impulsos elétricos de baixa intensidade gerados por eletrodos, auxiliam os pacientes a recuperar os movimentos perdidos.

O pesquisador responsável, Alberto Cliquet Junior, explica que, entra pela superfície da pele, vai até a região da medula conhecida como arco-reflexo, a informação volta e quando chega na interface nervo-músculo libera acetilcolina, o que gera contração necessária. Contudo, o estudo revela que os pacientes não precisam mais passar por uma cirurgia para poder colocar os eletrodos no corpo, é necessário somente que o dispositivo seja colocado sobre a pele para que estimule o sistema nervoso.

Fonte: Noticiasbr

domingo, 13 de abril de 2014

TC acaba com desigualdades nas pensões por acidente de trabalho

As vítimas de acidentes de trabalho com uma incapacidade inferior a 30% e pensões anuais acima de 2910 euros podem, a partir de agora, receber parte dessa prestação de uma só vez. A possibilidade foi aberta pelo Tribunal Constitucional (TC), que declarou inconstitucional uma norma que impedia os beneficiários nesta situação de ter acesso à pensão por inteiro. Na prática, o TC entende que a remição das pensões por acidente de trabalho (ou seja, o pagamento de uma só vez de parte ou da totalidade da prestação) não depende do seu valor, como acontecia até aqui.

Segundo o advogado Fausto Leite, o acórdão publicado na segunda-feira emDiário da República aplica-se tanto às situações futuras como às passadas, cabendo agora aos sinistrados “requerer ao tribunal a remição das suas pensões”. Este é também o entendimento da Associação Portuguesa de Seguradores.

O presidente, Seixas Vale, não tem números concretos sobre o número de beneficiários de pensões abrangidos pela decisão, mas adianta que “é relativamente pequeno”, uma vez que se trata de sinistrados que têm de reunir as duas condições: ter incapacidade reduzida e pensões mais elevadas.

Isso faz com que o impacto na actividade das seguradoras também não seja significativo. “O acórdão tem importância porque clarifica a questão da remição, mas não vai ter praticamente impacto”, referiu ao PÚBLICO, lembrando que a diferença está entre entregar o dinheiro de forma vitalícia ou pagar uma parte num determinado momento.

Também o Instituto de Seguros de Portugal entende que “não é expectável que da intersecção das duas condições em apreço: incapacidade permanente parcial inferior a 30% e pensão anual superior a seis vezes o valor da retribuição mínima mensal garantida, resulte à partida, um universo de sinistrados muito relevante”.

O artigo 75.º da Lei 98/2009 determina que são obrigatoriamente remidas as pensões devidas em caso de incapacidade permanente para o trabalho inferior a 30%, desde que tenham um valor anual abaixo dos 2910 euros (seis vezes o salário mínimo). Além destas, o sinistrado com uma incapacidade igual ou superior a 30% pode requerer a remição parcial da sua pensão, desde que cumpra duas condições: a pensão anual que sobra não pode ser inferior aos 2910 euros e o valor pago de uma só vez não pode ser superior ao que resultaria de uma pensão calculada com base numa incapacidade de 30%.

Porém, quem recebe pensões anuais vitalícias correspondentes a uma incapacidade inferior a 30% e de valor superior a 2910 euros não pode pedir a remição. É o caso, por exemplo, de uma pessoa que teve um acidente de trabalho e viu a sua capacidade reduzida em 20% e a quem foi atribuída uma pensão anual de 3000 euros.

A favor da actualização
A incongruência foi apresentada ao TC pelo Ministério Público. A questão em cima da mesa é, genericamente, a seguinte: faz sentido que os sinistrados com incapacidade superior a 30% possam receber parte da pensão de uma só vez, mas impedir que isso aconteça com pensões de incapacidade inferior só porque ultrapassam os 2910 euros? A resposta do TC foi clara ao declarar que parte do artigo viola o princípio da igualdade.

Os juízes argumentam que, se quem sofre de uma redução de capacidade de trabalho elevada pode escolher receber parte da pensão num montante único (desde que sejam respeitados os limites previstos na lei), “quem sofre de uma redução das capacidades de trabalho menos gravosa deve igualmente poder exercer a sua autonomia de vontade relativamente à pensão vitalícia, desde que se continuem a aplicar os mesmos limites quanto à pensão sobrante”.

No acórdão, o TC lembra ainda que “não é pertinente argumentar com eventuais problemas de gestão das seguradoras”, dado que a natureza do negócio implica que a seguradora aplique parte do capital dos prémios de forma a gerar um rendimento que lhe permita satisfazer as futuras pensões. “A remição ficciona a transferência dessa racionalidade para o sinistrado, através da entrega de um determinado capital”.

A conclusão é que “não se vislumbram motivos razoáveis para a permissão da remição parcial apenas de pensões destinadas a compensar uma incapacidade permanente parcial igual ou superior a 30%”, conclui o acórdão que declarou a norma inconstitucional com força obrigatória geral.

Embora o acórdão ainda não tenha sido publicado oficialmente, o TC também se pronunciou sobre a actualização das pensões relativas a incapacidades abaixo dos 30%, considerando inconstitucional os artigos que impediam a sua actualização, ao contrário do que acontecia com as restantes pensões não obrigatoriamente remíveis. O TC entende que a não actualização das pensões de montante igual ou superior a 2910 euros devidas ao trabalhador sinistrado que tenha ficado com uma incapacidade permanente parcial inferior a 30% “viola o direito à justa reparação do trabalhador sinistrado consignado” no artigo 59.º da Constituição da República.

A decisão também terá efeitos retroactivos, cabendo aos beneficiários requerer a sua actualização. O acórdão só entra em vigor após publicação emDiário da República.

Fonte: Público

Assinatura do Contrato-programa para os Jogos Paralímpicos Rio 2016

O documento tripartido foi assinado pelo Presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude, Augusto Baganha, pelo presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação, José Madeira Serôdio e pelo presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP), Humberto Santos. Os Secretários de Estado do Desporto e da Juventude, Emídio Guerreiro, e o da Solidariedade e Segurança Social, Agostinho Branquinho, procederam à homologação do documento.

A contratualização agora formalizada visa garantir o financiamento à preparação dos praticantes integrados no programa de preparação Rio 2016, bem como, as respetivas bolsas. O contrato vai ainda permitir desenvolver duas novas dimensões, nunca até então anteriormente apoiadas, designadamente, Esperanças Paralímpicas e Apoio Complementar, as quais são legítimas aspirações do CPP que finalmente vão ser possíveis dinamizar.

"Estamos perante a concretização de um desidrato que o Comité Paralímpico desde há muito vem trabalhando, o qual remete para uma nova visão e uma nova dinâmica, a introdução de novas dimensões, sempre visando a ‘Igualdade, Inclusão e Excelência Desportiva’”, afirmou Humberto Santos, Presidente do CPP, após a assinatura do documento.

O Secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, ressalvou o facto do "movimento paralímpico ser a exceção aos cortes no sector do desporto" e acrescentou ainda que há a "vontade política" em reduzir as diferenças que existem nos atletas paralímpicos em comparação com o projeto olímpico.

Fonte: Plural & Singular

Santuário de Fátima volta a oferecer uma semana de repouso aos pais com filhos com deficiência

As inscrições, para que os pais que tenham filhos com deficiência em sua casa possam usufruir de uma semana de repouso, devem ser efetuadas até ao dia 15 de junho, junto do Secretariado Nacional do Movimento da Mensagem de Fátima.
O Santuário de Fátima oferece-se para cuidar dos filhos com limitações profundas enquanto os pais usufruem de uma semana de repouso.

Os pais podem optar por acompanhar os filhos e ficar ou, então, por deixá-los ao cuidado de uma equipa devidamente preparada e virem buscá-los no fim do turno.

As inscrições deverão ser remetidas para o endereço postal Santuário de Fátima, Secretariado Nacional do Movimento da Mensagem de Fátima, Apartado 31, 2496-908, Fátima ou para o endereço eletrónico mmf@fatima.pt.

Serão atendidos em primeiro lugar os pais que se encontrem em situações mais graves e que nunca tenham participado nestes encontros.

Após os pedidos, serão enviadas duas fichas que, depois de preenchidas, serão entregues ao referido Secretariado Nacional, através de correio normal ou eletrónico.

Os turnos decorrerão nas seguintes datas:

30/julho-05/agosto;

08-14/agosto;

18-24/agosto;

28/agosto-03/setembro

Fonte: Plural & Singular

Cidadãos com deficiência mental apoiam comunidade

A intenção é formar e integrar os seus utentes no mundo de trabalho, mas também conseguir angariar mais algumas receitas para a sustentabilidade da organização, tornando-a menos dependente dos subsídios estatais.

Lavagem de carros, lavandaria, tecelagem, culinária e hortofloricultura são alguns serviços que esta instituição, criada em novembro de 1976 e que apoia mais de 200 utentes, está a disponibilizar, com preços acessíveis, e que tem despertado o interesse de particulares, empresas e até autarquias.

"Criámos uma estrutura para os utentes na parte profissional, dando resposta às necessidades do cidadão com deficiência após a escolaridade, permitindo potenciar as suas capacidades para poderem, depois, ser integrados no mundo do trabalho", disse António Ramalho, presidente do MAPADI [Movimento de Apoio de Pais e Amigos ao Diminuído Intelectual].

Em 2010 surgiu, segundo o dirigente, o programa Emprego Protegido que despoletou este projeto. "Quando não conseguimos a integração deste jovens no mercado de trabalho, inserimo-los no Emprego Protegido, em duas áreas características da Póvoa de Varzim: a lavandaria industrial e a hortofloricultura, porque somos uma região rural e ao mesmo tempo turística".

Daí passaram para uma vertente culinária, apelidada BocaDoce, um serviço que ocupa cinco utentes, que surgiu em 2012, e que, segundo António Ramalho "permitiu criar uma estrutura de apoio ao Centro de Atividades Ocupacionais, para ocupar os nossos cidadãos com deficiência na área da produção de biscoitos e compotas e esperamos alargar a outras áreas".

Os produtos são vendidos na instituição e Eunice Neves, coordenadora do projeto, realçou que o objetivo é "o crescimento pessoal e social, mas que a grande motivação é execução e venda dos produtos".

Quanto à lavandaria, a coordenadora desta valência, Lígia Rajão, realçou que a instituição faz trabalhos para o exterior, dando como exemplo empresas de restauração, hotelaria, clínicas de reabilitação, lares e alguns particulares do concelho.

"Fazemos todo o tipo de serviços, e todos podem trazer aqui os seus artigos. Por semana, processamos cerca de 600 quilos de roupa, e tempos capacidade e interesse em aumentar", contou.

Na hortofloricultura, são cultivados vários produtos, desde cebolas, alfaces, alho francês, brócolos, além de frutos, que são, depois, vendidos em mercados ou na loja na sede da instituição.

A recente aposta passa por serviços de jardinagem que podem ser contratados para domicílios e empresas. Neste âmbito, os utentes do MAPADI já tratam dos jardins da biblioteca municipal.

Já o serviço de lavagem de viaturas será em breve aumentado e com melhores acessos. As obras serão apoiadas pela Câmara Municipal e vão permitir uma maior divulgação junto da comunidade e uma maior capacidade no número de lavagens.

Raul Oliveira, coordenador do serviço, partilhou que "principalmente os rapazes gostam muito de trabalhar com os carros. Identificam as marcas e os modelos e tratam das viaturas com muita atenção aos pormenores".

Na parte da tecelagem, Helena Castro, psicóloga e coordenadora de formação, lembrou que estes utentes são os únicos na região a trabalharem com os teares artesanais e manterem uma tradição do concelho. "Temos um grupo de jovens que fazem este trabalho, que lhes dá competências para um dia seguirem para o mercado de trabalho".

"Fazemos tapeçarias por encomenda. Os clientes podem chegar, escolherem o tamanho, a cor, as malhas, o tipo de tear que querem. É serviço à necessidade das pessoas que nos procuram", acrescentou.

A procura por todos estes serviços tem vindo a aumentar, mas para António Ramalho, presidente do MAPADI, a maior satisfação prende-se com a mudança e mentalidades no que diz respeito à problemática da deficiência mental.

"O cidadão dito normal que frequenta as nossas instalações acaba por ficar sensibilizado para este tema da deficiência. Conseguimos com isto a inclusão, pois hoje em dia o MAPADI não é visto como um equipamento apenas para deficientes, mas sim para a toda comunidade, que nos trata com muito carinho", concluiu.

Fonte: DN

Empresários produzem roda com sistema de marcha para cadeirantes

A Easy Mob desenvolveu uma cadeira de rodas com sistema de marchas. A empresa levou três anos para lançar o produto no mercado.

A roda tem um sistema de engrenagem que permite ao usuário mudar a marcha, para reduzir o esforço de subir ou descer uma rampa, e tem também um sistema de segurança, que evita acidades num terreno irregular.

Não é fácil para um cadeirante se movimentar numa cidade como São Paulo, com calçadas estreitas, buracos, entre outros obstáculos.

“É isso o que mais dificulta para os cadeirantes e, principalmente, para quem tem menos mobilidade isso dificulta mais ainda, porque você tem que fazer mais força, nem todo mundo está disponível para estar ajudando. Mas a gente vai levando a vida desse jeito, né”, comenta o atleta paraolímpico Rony Stony.

Tecnologia brasileira

O empresário Ricardo Jacob enxergou a oportunidade quando comprou a patente de uma roda com marcha para cadeirantes.

“Eu achei que era uma oportunidade de negócio porque não tinha nada semelhante no Brasil, e segundo o que me entusiasmou foi o fato de ser uma tecnologia totalmente brasileira, desenvolvida aqui”, explica.

Ricardo e seu filho Danilo investiram R$ 100 mil na reforma de um galpão, compra de peças e testes. A marcha é parecida com a de uma bicicleta.

“A mágica é o sistema embutido no cubo de engrenagens. Numa roda convencional, não existe e o aro gira com a roda. Com o nosso sistema engatado, o aro é desacoplado da roda, passa pelo sistema de engrenagens, que reduz o esforço em 50%”, explica Renaud Deneubourg, diretor do projeto.

A roda também tem um sistema de freio que impede a cadeira de voltar durante uma subida. “Tem um sistema embutido no cubo da roda, que evita o retrocesso da roda numa rampa”, diz Renaud.

Para o consumidor final, o par de rodas custa R$ 2,8 mil, mais caro que muitas cadeiras completas. O motivo é a produção pequena, que encarece o custo fixo por unidade. Hoje a empresa faz 20 pares de rodas e fatura cerca de R$ 60 mil por mês.

Clique aqui para assistir o vídeo inserido.

“Esse custo, eu admito, que é alto no começo, para o cadeirante em si. Mas a nossa ideia é, com o volume, ter uma economia de escala e, assim, poder baixar o preço do produto”, afirma Danilo Jacob.

A fábrica fornece a roda com marcha para lojas no Brasil, como a da fisioterapeuta Luciana Visibeli Marques. Ela vende quatro pares por mês.
“As musculaturas de ombro, de cotovelo, de punho, de polegar, de tronco, são musculaturas que, ao longo do tempo, vão sendo lesionadas, e esse tipo de marcha facilita a locomoção dessas pessoas, prevenindo o risco dessas lesões”, comenta a fisioterapeuta.

Willye Alves da Silva também é cliente do empresário Ricado Jacob. Willye levou um tiro durante um assalto em 2010, e ficou paraplégico. “A vida muda em todos os sentidos, tanto na cadeira de rodas, quanto no dia a dia. Agora, para usar a cadeira de rodas em São Paulo é um pouco difícil”, diz.

Durante dois anos, ele usou cadeira tradicional, mas, em 2013, Willye comprou a roda com marcha. O produto deixa o toque mais suave, segundo ele, e evita que a cadeira empine em uma ladeira, por exemplo. Na descida, a marcha atua como um freio motor. Com esforço mínimo, é possível controlar a velocidade da cadeira.
A empresa também já começou a fazer contatos para exportar o produto. “Para isso, fizemos patente mundial na China, Japão, Europa e Estados Unidos, justamente para que a gente tenha um tempo para poder entrar nesses novos mercados”, explica Ricardo.

CONTATOS:

EASY MOB
Contato: Denise Malickas (Analista de Maketing)
Rua Dr. Luiz Magliano, 1986 – conj. 727 – Vila Andrade
São Paulo/SP – CEP: 05711-0011
Telefone: (11) 2105-3491
Site: www.easymob.com.br
E-mail: sac@easymob.com.br

ITA ASSISTIVA
Contato: Luciana Visibeli (Empresária)
Rua Flávio Fongaro, 447 – Jardim do Mar
São Bernardo do Campo/SP – CEP: 09726-430
Telefone: (11) 2758-5667/ (11) 2758- 5672
Site: www.itaassistiva.com.br
E-mail: luciana@itaassistiva.com.br

Fonte: Deficiente Ciente

Pais de deficientes sem apoio pedem ajuda judiciária para recorrer a tribunal

Pais de crianças deficientes, e com carências económicas, começaram nesta sexta-feira a requerer, na Segurança Social, apoio judiciário, para contestarem em tribunal o indeferimento de processos para atribuição do subsídio de educação especial, indicou uma associação do sector.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação Nacional de Empresas de Apoio Especializado (ANEAE), Bruno Carvalho, disse que os familiares de crianças e jovens deficientes, com menos recursos económicos, entregaram nesta sexta-feira, nos centros da Segurança Social, um pouco por todo o país, 4.500 a 5.000 requerimentos a pedir apoio judiciário, para impugnarem em tribunal os actos administrativos que levaram ao "indeferimento ou devolução" de processos para a atribuição do subsídio de educação especial, sem qualquer justificação.

Segundo Bruno Carvalho, o número de requerimentos poderá ascender aos 10.000 na próxima semana.

O Instituto da Segurança Social (ISS), numa curta resposta enviada à Lusa, alegou, no entanto, que "não se confirma, até ao momento, a entrada de um volume anormal de requerimentos de apoio judiciário", após "apuramento nos Serviços de Atendimento da Segurança Social de maior dimensão espalhados pelo país".

Bruno Carvalho adiantou que os requerimentos visam também responsabilizar directamente as pessoas pelos actos administrativos, como a presidente do ISS, os directores dos centros distritais de Segurança Social e o director da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), bem como obrigar a Segurança Social a responder aos pedidos de subsídio "sem resposta ou cujos processos foram devolvidos para a DGEstE".

Em comunicado, a ANEAE assinala ainda que os casos das famílias que tencionam recorrer aos tribunais referem-se a processos "em que não houve qualquer notificação (a solicitar elementos instrutórios ou informações complementares) da Segurança Social sobre o requerimento de subsídio de educação especial".

Protocolo
Na origem da contenda está um protocolo assinado, a 22 de Outubro, entre o ISS e a DGEstE, que, de acordo com a ANEAE, "exclui milhares de crianças com necessidades de apoios especializados", como terapia da fala, fisioterapia, fisiatria, psicologia clínica, neurologia e pedopsiquiatria.

Nesta sexta-feira, no parlamento, o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, respondeu, quando questionado pelo PS sobre "os cortes" no subsídio de educação especial, que, entre 2011 e 2013, houve um aumento da execução financeira da verba destinada ao apoio à deficiência, apontando que, em 2011, o montante era de 21,5 milhões de euros e que, actualmente, é de 24,5 milhões de euros.

Para Mota Soares, o aumento de verba serviu para que crescesse também o número de famílias cobertas, havendo actualmente 13 mil famílias, depois de, em 2011, terem sido 11 mil.

A 21 de Março, três dias depois de um protesto de pais de deficientes à porta da Segurança Social do Porto, contra "o corte" no subsídio de educação especial, os ministérios da Segurança Social e da Educação asseguraram que "não há qualquer alteração nos critérios de atribuição" do subsídio, "apenas uma maior articulação entre as escolas e o ISS".

Na altura, ambas as tutelas referiram que estavam em processamento cerca de 25 mil subsídios de educação especial.

No dia do protesto no Porto, o presidente da ANEAE, que co-organizou a iniciativa, alegou que "foram feitos cerca de 13 mil requerimentos no país e estão a ser devolvidos 95 por cento dos processos".

Fonte: Público

Algarve: Calendário Regional de Desporto Adaptado arranca no final do mês

O 1.º Calendário Regional de Desporto Adaptado, promovido por várias entidades algarvias, vai
arrancar no próximo dia 30 de abril, com a primeira de seis atividades distintas.

A Direção Regional do Algarve do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), a Câmara Municipal de São Brás de Alportel e o Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul vão desenvolver este programa, em parceria com associações desportivas, clubes, IPSS, autarquias e outros agentes desportivos da região.

Este calendário, composto por seis atividades distintas, abrange ações desportivas para pessoas portadoras de deficiência e ações de cariz formativo para técnicos e demais interessados no trabalho a desenvolver nesta área de intervenção.

O conjunto de ações pretende contribuir também para o bem-estar físico e psicossocial da população envolvida.

No próximo dia 30 de abril, as três entidades acima mencionadas aliam-se à Câmara Municipal de Faro, à Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve e à Associação Existir para realizar a primeira ação.

O objetivo principal passa pela promoção dos desportos náuticos adaptados, contemplando uma ação teórica e outra prática.

A primeira decorre no período da manhã, nas instalações da direção regional do IPDJ, tendo por base uma ação de formação para técnicos e demais agentes, com interesse no trabalho com pessoas portadoras de deficiência.

A segunda componente, de cariz mais prático, terá por base a experimentação das modalidades náuticas (vela, surf e canoagem) no Centro Náutico da Praia de Faro, aberta aos interessados.


Para mais informações e inscrições, os interessados podem utilizar o contacto 289840201 ou os endereços eletrónicos faro@ipdj.pt e desporto@cm-sbras.pt

Fonte: diarionline

Valongo lança em julho serviço de informação para pessoas com deficiência

A Câmara de Valongo vai lançar em julho, em parceria com a Área Metropolitana do Porto e com o Instituto Nacional de Reabilitação, um serviço de informação e mediação para pessoas com deficiência ou incapacidade, confirmou hoje fonte autárquica.

"[O Serviço de Informação e Mediação para Pessoas com Deficiência ou Incapacidade (SIM-PD) é] um serviço que se propõe prestar às pessoas com deficiências ou incapacidade e suas famílias uma informação acessível, personalizada, global e integrada sobre os direitos, benefícios e recursos existentes", refere a minuta deste projeto.

A decisão sobre a abertura deste serviço foi tomada na quinta-feira, por unanimidade, em reunião de Câmara e hoje a área da Ação Social de Valongo confirmou, à Lusa, estar previsto que o SIM-PD abra em julho.

"Queremos encaminhar as pessoas para as respostas que existam e servir de mediador entre as famílias e as instituições do concelho. Na prática é um gabinete de atendimento a munícipes mas vocacionado a pessoas com deficiência ou seus cuidadores. Muitas vezes existe resposta mas as famílias não o sabem, poderemos ajudar e mediar esse processo", explicou a vereadora da Ação Social de Valongo, Luísa Oliveira.

No SIM-PD vão trabalhar técnicos da área das Ciências Sociais e Humanas afetos à autarquia de Valongo que antes terão formação dada pelo Instituto Nacional de Reabilitação (INR).

Apoiar os cidadãos na "procura das soluções mais adequadas à sua situação concreta" e fortalecer "as suas capacidades para assumirem, nas respetivas comunidades, os direitos e deveres cívicos" são alguns dos objetivos deste serviço.

Poderão dirigir-se a este gabinete pessoas com deficiências ou incapacidade e respetivas famílias, técnicos que intervêm na área da prevenção, habilitação, reabilitação e participação comunitária das pessoas com deficiências ou incapacidade, bem como instituições e serviços que desenvolvam qualquer tipo de atividade nestes domínios.

Além do INR, a Câmara de Valongo conta com a colaboração da Área Metropolitana do Porto/Provedoria dos cidadãos com deficiência, entidade à qual caberá, entre outras tarefas, fazer o acompanhamento técnico e avaliação deste serviço.

Fonte: RTP

Casa da Música "ao alcance de todos"

Os palcos da Casa da Música, no Porto, vão estar novamente "Ao Alcance de Todos" a partir de segunda-feira, com uma série de espetáculos que vão reunir músicos da instituição com pessoas com necessidades especiais de diversas origens.

O ciclo "Ao Alcance de Todos", iniciativa que já acontece desde 2007, é mais de "uma semana de inclusão" que confina num determinado período o trabalho realizado pelo serviço educativo da Casa da Música durante o ano inteiro, explicou à Lusa o coordenador, Jorge Prendas.

Assim, estão envolvidos no ciclo participantes tão variados como utentes da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia com demência e doença de Alzheimer, pacientes do Hospital Magalhães Lemos e elementos da Associação dos Deficientes das Forças Armadas.

"Naquilo que são os concertos que vamos apresentar, a integração e a inclusão dão-se a partir da mistura, em que estamos todos no mesmo patamar e no mesmo palco", disse Jorge Prendas.

A 16 e 17 de abril, a Sala 2 da Casa da Música vai receber "Memo", projeto criado a partir das "memórias musicais dos participantes, pessoas com demência, acompanhadas em cena pelos seus cuidadores", criando "um espaço comum para recordações pessoais a revelar", segundo a instituição.

Mais tarde, a 30 deste mês, a sala Suggia acolhe "Curado", projeto também integrado no ciclo "Música e Revolução", que vai reunir músicos da Casa da Música, a Associação dos Deficientes das Forças Armadas e alunos do 12.º ano do Balleteatro, num espetáculo onde, "ainda que visualmente se possa perceber quem é quem, todos têm o seu papel e estão nivelados no mesmo patamar".

"Há coisas que podemos até falar na base emocional. No caso dos deficientes das Forças Armadas, o presidente da delegação do Porto disse-me que, ao fim de 40 anos [sobre o 25 de Abril], pela primeira vez ouviu algumas histórias que nunca tinham sido assumidas pelos seus intervenientes", referiu o coordenador do serviço educativo da Casa da Música.

O ciclo "Ao Alcance de Todos" inicia-se segunda-feira e termina a 30 de abril.

Fonte: RTP

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Doentes paralisados recuperam mobilidade após implante medular

Quatro homens que estavam paralisados do torso para baixo há mais de dois anos – e cuja situação era considerada irreversível – recuperaram a capacidade de mexer voluntariamente as pernas e os pés (mas não de andar) depois de um dispositivo eléctrico ter sido implantado na sua espinal medula, revelaram terça-feira cientistas nos EUA. Os autores acreditam que um tratamento deste tipo poderá ajudar milhões de pessoas paralisadas na sequência de um traumatismo, incluindo aqueles a quem nem sequer é actualmente proposto um protocolo de reabilitação por o seu caso ser considerado irremediável. 

Os resultados também põem em causa uma ideia-chave acerca das lesões da espinal medula: o facto de o seu tratamento exigir a regeneração dos neurónios danificados ou a sua substituição, por exemplo, por células estaminais. Ambas abordagens têm-se revelado extremamente difíceis – e, no caso das células estaminais, controversas.

“A principal mensagem aqui é que as pessoas com lesões da espinal medula do tipo das destes homens já não precisam de pensar que a sua paralisia é uma sentença para toda a vida”, disse em entrevista Roderic Pettigrew, que não participou no estudo. Pettigrew é director do Instituto Nacional de Imagiologia Biomédica e de Bioengenharia, que faz parte dos Institutos Nacionais de Saúde norte-americanos (NIH, a instância federal que financia a investigação pública nos EUA). “Podem conseguir um certo nível de função voluntária”, algo que o cientista considera ser um “marco” nas pesquisas sobre lesões espinais. O seu instituto financiou em parte o estudo, que foi publicado terça-feira na revistaBrain. A fundação criada pelo actor Christopher Reeve, paralisado na sequência de um acidente de cavalo, também co-financiou estas pesquisas.

A recuperação parcial conseguida por doentes “irrecuperáveis” sugere que os médicos e os terapeutas da reabilitação poderão estar a desistir de ajudar milhões de pessoas paralisadas. É que a terapia física pode simular alguns dos aspectos da estimulação eléctrica fornecida pelo dispositivo agora testado, diz Susan Harkema, especialista de reabilitação neurológica da Universidade de Louisville, que liderou o novo estudo. “Umas das coisas que estes resultados mostram é que o potencial de recuperação dos doentes com lesões espinais é maior do que se pensava, mesmo sem estimulação eléctrica”, explicou numa entrevista. “Hoje em dia, os doentes não beneficiam de reabilitação porque não são considerados um 'bom investimento'. Devemos repensar o que lhes oferecemos, porque a reabilitação pode promover a recuperação de um número muito maior."

Estrela de basebol
O estudo destes cientistas começou com o caso de um único doente paralisado, cujos resultados a equipa de Harkema publicou em 2011. Rob Summers, estrela de basebol universitário, fora atropelado em 2006, ficando paralisado do pescoço para baixo. Em finais de 2009, foi-lhe colocado um implante epidural imediatamente abaixo da zona lesionada. O dispositivo de 72 gramas começou a emitir correntes eléctricas de diversas frequências e intensidades, estimulando os densos fascículos de neurónios da espinal medula.

Três dias mais tarde, Summers pôs-se de pé sem ajuda. Em 2010, deu uns primeiros passos hesitantes.

A sua recuperação parcial tornou-se um fenómeno mediático, mas mesmo os autores do tratamento acharam que a estimulação epidural apenas poderia beneficiar os doentes paralisados que, como Summers, ainda tinham alguma sensibilidade nas extremidades paralisadas. “Partimos do princípio de que os circuitos sensoriais ainda presentes eram cruciais para esta recuperação”, diz Harkema.

Daí que os cientistas tivessem poucas esperanças para dois dos seus três doentes seguintes. É que nem Kent Stephenson nem Andrew Meas tinham qualquer sensibilidade nas pernas. Stephenson estava paralisado desde 2009, na sequência de um acidente de motocross quando tinha 21 anos. Após meses a fazer reabilitação no Colorado, relembra, “disseram-me que nunca tornaria a mexer as pernas, que não havia qualquer esperança”. Mas 11 dias depois de ter começado a receber os estímulos eléctricos produzidos por um dispositivo do tamanho de um baralho cartas – o estimulador RestoreAdvanced, fabricado pela empresa Medtronic e utilizado no controlo da dor –, Stephenson mexeu a sua perna esquerda “paralisada” enquanto estava deitado de costas.

“A minha mãe, que estava presente quando ligaram o estimulador e me disseram ‘levanta a perna esquerda’, desatou a chorar quando consegui”, conta Stephenson. Também eu fiquei com lágrimas nos olhos. Tinham-me dito que nunca tornaria a mexer-me voluntariamente. Os cientistas também não estavam à espera do que aconteceu”, diz Claudia Angeli, do Instituto de Reabilitação Frazer e da Universidade de Louisville, que co-liderou o estudo. “Mas quando Kent se mexeu, pensámos que afinal aquilo talvez estivesse a funcionar.

Enviado por José Mariano - Fonte: Público

domingo, 6 de abril de 2014

ANA cobra 50 cêntimos por assistência a passageiros com mobilidade reduzida

A taxa de serviço de assistência a passageiros com mobilidade reduzida nos aeroportos de Lisboa, Porto e
Faro, vai aumentar de 0,45 euros por passageiro para 0,50 euros na terça-feira, segundo informação da ANA.

De acordo com a informação disponível na página da ANA - Aeroportos de Portugal na internet, "o valor de 0,50 euros por passageiro embarcado" vai "vigorar nos aeroportos do grupo de Lisboa, no Aeroporto do Porto e no Aeroporto de Faro, a partir do dia 01 de Abril de 2014 inclusive até 31 de Março de 2015".

O valor actual da taxa de serviço de assistência a passageiros com mobilidade reduzida é de 0,45 euros.

A taxa é paga pelas companhias aéreas que utilizam os aeroportos, como contrapartida da prestação do serviço de assistência às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Fonte: SOL

Conheça a história de uma tetraplégica que completou uma travessia inédita

Hilary Lister é uma inglesa de 40 anos que perdeu os movimentos devido a uma doença degenerativa, hoje,
com o avanço do problema é tetraplégica e vive em uma cadeira especial. Hilary veleja desde 2005 e é a primeira mulher tetraplégica a dar a volta a Ilha da Grã-Bretanha velejando sozinha. Agora é também a primeira mulher com limitações dessa grandeza a completar esta travessia no comando de um veleiro.
Nashwa Al Kindi é omanita, país árabe que tem muitos fãs de vela oceânica, treinadora de vela e, agora, a primeira mulher do país a completar uma travessia oceânica.
As duas largaram de Mumbai a bordo de um catamarã de 28 pés, especialmente adaptado para que Hilary pudesse comandá-lo através de um sistema de sopros, no dia 11 de março e chegaram a Omã no dia 20 do mesmo mês, ou seja, nove dias depois. Além das duas mulheres, foram a bordo Lisa Blacklocks, cuidadora de Lister, e Niall Myatt, um velejador experiente que cumpriu o papel de orientar as duas velejadoras na travessia.
As duas comemoraram muito a chegada e os objetivos alcançados e Hilary ainda declarou que a parte mais difícil foi descer do barco, porque ele queria ficar ali para sempre.
“Nós enfrentamos muitos desafios, mas para mim a vida é superar sempre um novo desafio, por isso continuo em busca deles”, declarou Lisa.
Já Nashwa Al Kindi espera inspirar outras mulheres árabes a conquistar espaço na vela. “Estou muito feliz e orgulhosa de completar essa travessia. Sempre foi o meu sonho velejar no mar e em um barco grande. Estou certa, e espero que o que temos feito seja uma inspiração para as mulheres de Omã e do mundo todo a correr atrás de seus sonhos. Para mim, pessoalmente, fortaleceu meu objetivo final, que é o de velejar sozinha ao redor do mundo”, completou Nashwa.
As duas disseram que nunca esquecerão essa aventura e que aprenderam muito uma com a outra. Nós também meninas!
Fonte: Veleiros do Sul