sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Quem quer participar no Programa Saltar Barreiras da RTP?

Exmo Senhor Eduardo Jorge:

Sou produtora de uma rubrica chamada "Saltar Barreiras" que irá para o ar em Setembro no Programa Praça da Alegria. O programa pretende dar a conhecer o que tem vindo a ser feito nas cidades portuguesas na questão das acessibilidades para pessoas com mobilidade reduzida. Neste momento estamos à procura de pessoas com mobilidade reduzida ( invisuais, pessoas em cadeira de rodas, amputados) que estejam dispostas a partilhar a sua história. Interessa-nos a história de vida da pessoa, aquilo que ela é enquanto pessoa integrante da sociedade, o que ela faz, o que gosta, como superou, o que faz nos seus tempos livres.

Venho por este meio pedir a Vossa Excelência que se conhecer algum caso que ache que mereça ser partilhado, nos faculte os contactos.

P.s. Foi o Senhor Miguel Loureiro que recomendou o seu blog para conseguir alguns contactos.

Atentamente,

Raquel Ferraz
Produtora Saltar Barreiras
938962346

Ajudas Técnicas/Produtos de Apoio: Porque o INR nada faz?

EU: No seu ponto nº 4 o Despacho n.º 3520/2012 informa: "As verbas referidas nos números anteriores poderão vir a ser reforçadas durante o ano de 2012, por despacho conjunto dos Ministérios da Economia e do Emprego, da Saúde e da Solidariedade e Segurança Social, mediante parecer da(s) entidade(s) financiadora(s) e do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P."

Na maioria do país conseguir através do SAPA por exemplo fraldas, algálias, cateteres, etc. (para não mencionar outros produtos mais caros) está a ser impossivel. Processos vêm todos indeferidos por falta de verbas. Mas como bem podemos ver acima, no seu ponto nº 4, o INR pode e deve agir. Porque não o faz? Vejam abaixo a resposta dada pelo INR. Em verde está sublinhada a frase que não se entende. Ou seja, INR informa que desde que as verbas esgotem nada mais haverá a fazer...mas há, está claro no ponto nº 4. Será que INR se esqueceu?

Exmo Srº

Na sequência da mensagem de correio eletrónico que enviou para o Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P., (INR, I.P.), que mereceu a nossa melhor atenção e, no que se refere à prescrição de uma cadeira de rodas elétrica, informo V. Ex.ª do seguinte:

O Despacho n.º 6133/2012, de 10 de maio, II série, os Produtos de Apoio (Ajudas Técnicas), no n.º 5 determina que o financiamento é de 100 %, quando o Produto de Apoio (Ajuda Técnica) não conste das tabelas de reembolsos do Serviço Nacional de Saúde, do subsistema de saúde de que o cidadão é beneficiário, ou quando não é comparticipado por companhia seguradora. Quando o Produto de Apoio (Ajuda Técnica) consta das tabelas de reembolsos do Serviço Nacional de Saúde, de subsistema de saúde, ou, ainda, quando é coberta por companhia seguradora, o financiamento é do montante correspondente à diferença entre o custo do Produto de Apoio (Ajuda Técnica) e o valor da respetiva comparticipação. Ou seja o subsistema de saúde reembolsa um determinado valor e a diferença entre o valor reembolsado e o valor do produto de apoio é objeto de financiamento. De referir que este financiamento termina quando esgotada a verba atribuída à entidade financiadora.

Assim, tratando-se de uma cadeira de rodas elétrica, consta da lista homologada anexa ao referido despacho (anexo III) com o código 12 23 06, e tem o nível de prescrição 1, 2 e 3 e poderá ser prescrita por:

- PA/AT de Nível 1 - Centros de Saúde e Hospitais de Nível 1;

- PA/AT de Nível 2 - Hospitais de Nível 1 plataforma B e Hospitais Distritais;

- PA/AT de Nível 3 - Hospitais Distritais plataforma A, Hospitais Centrais, Centros Especializados com equipa de reabilitação constituída por médico e pessoal técnico especializado de acordo com a tipologia da deficiência.

Nesse contexto, V. Ex.ª poderá obter uma prescrição junto do Centro de Saúde da sua área de residência, de um hospital, bem como junto de um Centro Especializado com equipa de reabilitação constituída por médico e pessoal técnico especializado.

De referir que, quando as prescrições são efetuadas pelos hospitais os mesmos são entidades financiadoras. No caso da prescrição ser efetuada por um centro especializado ou por um centro de saúde, o processo de financiamento é realizado junto do Centro Distrital da Segurança Social da área de residência do requerente.

Quando o processo de financiamento for realizado pelo Centro Distrital da Segurança Social, o processo de instrução de candidatura deve obedecer às seguintes condições:

a) Preenchimento correto da ficha de prescrição (Anexo I) obrigatoriamente incluindo: fotocópia legível do bilhete de identidade ou cartão do cidadão e três (3) orçamentos distintos para aquisição do Produto de Apoio (Ajuda Técnica), atualizados e datados referentes ao ano do pedido.

De referir que a análise do processo está sujeita à verificação da necessidade e ou impacto que o produto de apoio terá para o requerente/candidato, no contexto da sua vida quotidiana.

Para mais esclarecimentos poderá aceder ao site do INR, I.P. www.inr.pt, no menu “perguntas frequentes”, http://www.inr.pt/content/1/59/ajudas-tecnicas-produtos-de-apoio.

Colocando-nos à disposição de V. Ex.ª, para qualquer outro esclarecimento de que necessite através do e-mail inr@inr.msss.pt, agradecemos o preenchimento do Inquérito de Satisfação que se encontra em anexo à presente resposta.

Com os melhores cumprimentos,

O Conselho Diretivo do Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P.
Av. Conde de Valbom nº 63
1069 - 178 Lisboa
Email: inr@inr.msss.pt
Web: www.inr.pt

Almofada antiescaras Amovida


A nova almofada Amovida anti-escaras foi concebida para assegurar uma ideal distribuição do peso e prevenindo assim úlceras de pressão.

Em testes efectuados,  para medições de pressão utilizou-se um boneco sentado, representando um indivíduo de peso médio (80 kg). Os testes demonstaram que  a Almofada Amovida (A) reduz significativamente a pressão máxima na área onde podem desenvolver-se úlceras de pressão ( conhecida como a área de tuberosidade isquiática), comparando com uma almofada standard de 6 cm para cadeira de rodas (B).


Enviado e informação completa em Valgus Ortopedia

Ser cadeirante...

O texto abaixo foi escrito por Leticia Oliveira.

SER CADEIRANTE…

Ser cadeirante é ter o poder de emudecer as pessoas quando você passa…

Ser cadeirante é não conseguir passar despercebido, mesmo quando você quer sumir! E ser completamente ignorado quando existe um andante ao seu lado. E isso não faz sentido, as pernas e os braços podem não estar funcionando bem, mas o resto está!

Ser cadeirante é amar elevadores e rampas e detestar escadas… Tapetes? Só se forem voadores, por favor! Ser cadeirante é andar de ônibus e se sentir como um “Power Ranger” a diferença é que você chega ao ponto e diz: “é hora de MOFAR”.

Ser cadeirante é ter alguém falando com você como se você fosse criança, mesmo que você já tenha mais de duas décadas.

Ser cadeirante é despertar uma cordialidade súbita e estabanada em algumas pessoas. É engraçado, mas a gente não ri, porque é bom saber que ao menos existem pessoas tentando nos tratar como iguais e uma hora eles aprendem!

Ser cadeirante é conquistar o grande amor da sua vida e deixar as pessoas impressionadas… E depois ficar impressionado por não entender o porquê do espanto.

Ser cadeirante é ter uma veia cômica exacerbada. É fato, só com muito bom humor pra tocar a vida, as rodas e o povo sem noção que aparece no caminho.

Ser cadeirante e ficar grávida é ter a certeza de ouvir: “Como isso aconteceu?” Foi a cegonha, eu não tenho dúvidas! Os pés de repolho não são acessíveis! Ser cadeirante é ter repelente a falsidade. Amigos falsos e cadeiras são como objetos de mesma polaridade se repelem automaticamente.

Ser cadeirante é ser empurrado por ai mesmo quando você queria ficar parado. É saber como se sentem os carrinhos de supermercado! Ser cadeirante é encarar o absurdo de gente sem noção que acha que porque já estamos sentados podemos esperar, mesmo!

Ser cadeirante é uma vez na vida desejar furar os quatro pneus e o step de quem desrespeita as vagas preferenciais.

Ser cadeirante é se sentir uma ilha na sessão de cinema… Porque os espaços reservados geralmente são um tablado ou na turma do gargarejo e com uma distancia mais que segura pra que você não entre em contato com os outros andantes, mesmo que um deles seja seu cônjuge!

Ser cadeirante é a certeza de conhecer todos os cantinhos. Porque Deus do céu, todo mundo quer arrumar um cantinho para nós?

Ser cadeirante é ter que comprar roupas no “olhômetro” porque na maioria das lojas as cadeiras não entram nos provadores Ser cadeirante é viver e conviver com o fantasma das infecções urinárias. E desconfio seriamente que a falta de banheiros adaptados contribua para isso.

Ser cadeirante é se sentir o próprio guarda volumes ambulante em passeios pelo shopping Ser cadeirante é curtir handbike, surf, basquete e outras coisas que deixam os andantes sedentários morrendo de inveja. Ser cadeirante é dançar maravilhosamente, com entusiasmo e colocar alguns “pés-de- valsa” no bolso…

Ser cadeirante é ter um colinho sempre a postos para a pessoa amada… E isso é uma grannndeeee vantagem! Ser cadeirante (e mulher) é encarar o desafio de adaptar a moda pra conseguir ficar confortável além de mais bonita.

Ser cadeirante é se virar nos trinta pra não sobrar mês no fim do dinheiro, porque a conta básica de tudo que um cadeirante precisa… Ai… Ai… Ai… Essa merece ser chamada de Dolorosa.

Ser cadeirante é deixar um montão de médicos com cara de: “e agora o que eu faço” quando você entra pela porta do consultório… Algumas vezes é impossível entrar, a cadeira trava na porta…

Ser cadeirante é olhar um corrimão ou um canteiro no meio de uma rampa, ou se deparar com rampas que acabam em um degrau de escada e se perguntar: Onde estudou a criatura que projetou isso? Será mesmo que estudou?

Ser cadeirante é ter vontade de grudar alguns políticos em uma cadeira por um dia e fazer com que eles possam testar os lugares que enchem a boca pra chamar de acessíveis…

Ser cadeirante é ir à praia mesmo sabendo que cadeiras + areia + maresia não são uma boa combinação! Ser cadeirante é sentir ao menos uma vez na vida vontade de sentar no chão e jogar a cadeira na cabeça de outro ser humano.

Enviado por e-mail

Casas de banho adaptadas


Noções Gerais

Os WC's adaptados atendem a quem utiliza cadeira de rodas, aparelhos ortopédicos, próteses e também a quem precisa de apoio, como idosos e crianças.

Os sanitários para pessoas com deficiência física devem ser facilmente acessados, ficando próximos das circulações principais e sinalizados. 

Veja o artigo completo sobre casas de banho adaptadas no Deficiente Ciente.

Reino Unido: tetraplégico sem direito a eutanásia

A Justiça do Reino Unido decidiu hoje negar a um homem paralisado do pescoço para baixo a possibilidade de realizar eutanásia, afirmando que o caso deve ser debatido no Parlamento e pela sociedade.

Com 58 anos, Tony Nicklinson tem a síndrome de encarceramento há sete anos depois de ter sofrido um derrame e perdido a capacidade motora.

O homem, que só consegue comunicar com piscadelas dos olhos, classifica a sua vida de «um pesadelo».

Nicklinson procurou obter «luz verde» para o suicídio assistido, argumentando que a impossibilidade de proceder à eutanásia significa a condenação a «uma vida de sofrimento crescente».

O caso de Tony Nicklinson assume contornos especiais na matérias da eutanásia, já que ele nunca seria capaz de ingerir sozinho as substâncias letais. Tal procedimento obrigaria a uma intervenção de terceiros, o que configura o cenário de homicídio perante a Lei.

A defesa do paralítico diz que este é um caso de «necessidade» e de «direitos humanos», considerando que Nicklinson deve poder ter direito à morte assistida sem que os médicos envolvidos tenham que responder criminalmente.

Contudo, a Justiça diz que a Lei é «clara» quando classifica a eutanásia como «crime de homicídio». Em reacção à decisão, o homem manifestou-se «devastado» e assegurou que vai recorrer.


EU: Há muito tempo que não lia o termo "PARALITICO" (fase sublinhada acima). Aconselho o jornalista a atualizar-se e já agora deixo dois textos muito interessantes sobre este tema: Rede Saci e Regina Cohen

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Lar da Boa Vontade para pessoas com deficiência fisica

O Lar da Boa Vontade é um lugar especial para o cuidado e internamento de pessoas deficientes motores, de ambos os sexos, que não precisam de internamento hospitalar e não tem meios familiares.

A cultura do nosso lar foca na abertura, igualdade, respeito e alegria. Procuramos oferecer aos residentes uma vida cheia de oportunidade, actividade e desenvolvimento físico, psicológico e social.

Vem nos visitar para ver. Pode também contribuir com o seu donativo ou o seu tempo.

Fonte e informação completa: Lar da Boa Vontade

EU: É o único que conheço em Portugal que recebe pessoas com deficiência fisica e tem acordo com a Segurança Social. Já fui convidado a visita-lo e não desgostei do que vi. Gostei do facto de cada utente decorar o seu espaço à sua maneira. 
Problema é que existe uma enorme lista de espera para se conseguir uma vaga e quem tenha mais de 45 anos não entra. 

Testamento Vital


Entra hoje em vigor a Lei n.º 25/2012 que regula as diretivas antecipadas de vontade, designadamente sob a forma de testamento vital, e a nomeação de procurador de cuidados de saúde e cria o Registo Nacional do Testamento Vital (RENTEV).
O diploma define, entre outros, que:
As diretivas antecipadas de vontade, designadamente sob a forma de testamento vital, são o documento unilateral e livremente revogável a qualquer momento pelo próprio, no qual uma pessoa maior de idade e capaz, que não se encontre interdita ou inabilitada por anomalia psíquica, manifesta antecipadamente a sua vontade consciente, livre e esclarecida, no que concerne aos cuidados de saúde que deseja receber, ou não deseja receber, no caso de, por qualquer razão, se encontrar incapaz de expressar a sua vontade pessoal e autonomamente.

Podem constar do documento de diretivas antecipadas de vontade as disposições que expressem a vontade clara e inequívoca do outorgante, nomeadamente:

Não ser submetido a tratamento de suporte artificial das funções vitais;
Não ser submetido a tratamento fútil, inútil ou desproporcionado no seu quadro clínico e de acordo com as boas práticas profissionais, nomeadamente no que concerne às medidas de suporte básico de vida e às medidas de alimentação e hidratação artificiais que apenas visem retardar o processo natural de morte;
Receber os cuidados paliativos adequados ao respeito pelo seu direito a uma intervenção global no sofrimento determinado por doença grave ou irreversível, em fase avançada, incluindo uma terapêutica sintomática apropriada;
Não ser submetido a tratamentos que se encontrem em fase experimental;
Autorizar ou recusar a participação em programas de investigação científica ou ensaios clínicos.

As diretivas antecipadas de vontade são formalizadas através de documento escrito, assinado presencialmente perante funcionário devidamente habilitado do Registo Nacional do Testamento Vital ou notário, do qual conste:

A identificação completa do outorgante;
O lugar, a data e a hora da sua assinatura;
As situações clínicas em que as diretivas antecipadas de vontade produzem efeitos;
As opções e instruções relativas a cuidados de saúde que o outorgante deseja ou não receber, no caso de se encontrar em alguma das situações referidas na alínea anterior;
As declarações de renovação, alteração ou revogação das diretivas antecipadas de vontade, caso existam.

São juridicamente inexistentes, não produzindo qualquer efeito, as diretivas antecipadas de vontade:

Que sejam contrárias à lei, à ordem pública ou determinem uma atuação contrária às boas práticas;
Cujo cumprimento possa provocar deliberadamente a morte não natural e evitável, tal como prevista nos artigos 134.º e 135.º do Código Penal;
Em que o outorgante não tenha expressado, clara e inequivocamente, a sua vontade.

É assegurado aos profissionais de saúde que prestam cuidados de saúde ao outorgante o direito à objeção de consciência quando solicitados para o cumprimento do disposto no documento de diretivas antecipadas de vontade.
Ninguém pode ser discriminado no acesso a cuidados de saúde ou na subscrição de um contrato de seguro, em virtude de ter ou não outorgado um documento de diretivas antecipadas de vontade.

Fonte e mais informação: Portal da Saúde

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Jogos Paralimpicos Londres 2012


Está a chegar o dia de nossos representantes entrarem em ação. Assim como nas outras edições dos Jogos Paralimpicos de certeza que o número de medalhas vai ser superior às alcançadas pelos nossos atletas ditos normais, mas o protagonismo continuará a ser bem inferior.

Conheça aqui nossos heróis.

Mais informações: Comite Paralimpico de Portugal

Cedema: Lar Residencial, Residências Autónomas e Centro de Dia - Telhadinho

O “Lar Telhadinho” é um projecto polivalente que inclui um lar, duas residências autónomas e um centro de dia, que garantem uma solução de presente e de futuro. Foi pensado para dar resposta não só à necessidade de alojamento e ocupação das pessoas portadoras de deficiência mental, mas também para garantir que estas possam interagir com o mundo exterior, através do contacto com a população local. A criação de oportunidades de emprego, que contempla a existência de vagas para pessoas com necessidades especiais, não só diminui o desemprego como melhora as condições de vida das famílias locais. Não só o lar mas também as residências autónomas são uma resposta concreta à ansiedade de pais numa faixa etária avançada com medo de morrerem e deixarem os filhos entregues a desconhecidos ou sós.

Ao ser criado um Centro de Dia, a CEDEMA assegura o seu papel activo no impedimento da exclusão e isolamento dos idosos. Outro dos objectivos deste projecto consiste em investigar os benefícios cognitivos e comportamentais nas pessoas com deficiência que partilhem o mesmo espaço com o seu ascendente em comparação com os que estão separados ou em casa sem apoios especiais.

O projecto “Lar do Telhadinho” proporciona actividades de reabilitação e lazer monitorizadas por uma equipa técnica multidisciplinar e pretende cimentar um ambiente de inclusão através de actividades desportivas, culturais e artísticas no seio das comunidades. O projecto concede ainda a reabilitação ou formação aos jovens provenientes de zonas geograficamente mais afastadas da Grande Lisboa que necessitam de alojamento durante a semana, beneficiando simultaneamente do treino de vida autónonoma.

A construção do Lar Telhadinho, vai ser financiado pela Segurança Social no âmbito do Programa Pares, (cerca de 50%) e também iremos receber apoio Financeiro da Câmara Municipal de Odivelas.
No entanto ainda temos que angariar cerca de 600.000,00€, para a sua angariação estão a ser desenvolvidos vários contactos com empresas e entidades que queira apoiar esta iniciativa.

Uma das forma de poderem contribuir é adquirindo acções no site da Bolsa de Valores Sociais, referentes a este projecto. Pode fazê-lo clicando aqui! OBRIGADA

Fonte e mais informação: Cedema

domingo, 12 de agosto de 2012

Deficiente Fórum e Miguel Loureiro

Há algum tempo que ando para escrever sobre o Deficiente Fórum. Fórum sobre deficiência, único em Portugal, cujo serviço que nos presta a todos é louvável. Também faço parte dele com muito gosto. Sou um dos moderadores, mas infelizmente não consigo dedicar-lhe o tempo que desejaria. Mas isso não quer dizer que não esteja presente sempre que necessitam do meu apoio. Estou sempre disponível quando precisam de mim. Qualquer questão que nos seja colocada tem a resposta em menos de 24 horas. Existe uma equipa definida para responder às variadas questões sobre diferentes tipos de deficiência. Ninguém fica sem respostas.

Impossível não destacar o nosso querido administrador Miguel Loureiro e nossa assistente social e moderadora Sandra Freitas (Sininho). A Sandra e todos os outros membros vão-me desculpar, mas o Miguel Loureiro é a cara do Deficiente Fórum. Não existe um dia, minuto, segundo que não esteja ao seu serviço. Está directamente ligado. A sua dedicação é impar. Nunca se cansa de estar a trabalhar para todos nós. E fa-lo por gosto. Conheço-o bem e sei disso. Sem o Miguel Loureiro o Fórum não seria a mesma coisa. A ele todo o meu agradecimento e desculpa não te ajudar como desejaria.

Moradores no concelho de Abrantes e não só ajude por favor

A Associação VIDA tem em curso um estudo nacional para determinar a “amigabilidade” de Portugal, seguindo as indicações da Organização Mundial da Saúde.

Precisamos de recolher 12 inquéritos no concelho de Abrantes.

Vimos pedir a sua ajuda para divulgar esta iniciativa.

P.F reenvie este email para todas as pessoas com mais de 55 anos de idade, que possam ter interesse em responder ao inquérito.

Muito Obrigada !

A Equipe do Projecto CIDADES

Se tem mais de 55 Anos de Idade e quer participar no estudo nacional que a Associação VIDA está a realizar, pf manifeste a sua opinião, sobre a cidade/vila/aldeia onde vive aqui: https://www.surveymonkey.com/s.aspx?sm=GI41e27sCfRBraVjZ7ZFeKn4WnF2s3xUeceCg2wGzB8%3d

O inquérito demora cerca de 10 minutos a ser respondido.

A recolha destes dados é confidencial e anónima, no entanto a Associação VIDA irá OFERECER O "MANUAL CASA SEGURA", a todos os respondentes, que nos enviem um email (vida@viver.org) mencionando a data de nascimento e a freguesia onde vivem. Oferta válida para os respondentes residentes nos concelhos da amostra (ver lista mais abaixo), até ao limite de exemplares disponíveis.

Saiba mais sobre o Projecto cIDADES em: http://projectotio.net/cidades

Enviado por email.

Tetraplégica vai receber mais de um milhão de euros de indemnização

A jovem de Benavente que ficou tetraplégica quando uma árvore caiu em cima do carro onde seguia com o seu namorado vai receber uma indemnização de 1,5 milhões de euros. O caso arrasta-se na justiça há 12 anos e agora o Supremo Tribunal de Justiça fixou a quantia que a dona do terreno onde estava a árvore vai ter que pagar a Mónica Silva, que na altura do acidente era funcionária da Câmara de Benavente. O filho da proprietária, Francisco Palma, considera a decisão “escandalosa” e “inacreditável”.

O acidente ocorreu na Estrada Nacional 118, entre Benavente e Samora Correia. Mónica tinha na altura 19 anos. Seguiu-se uma batalha jurídica na qual também se pedia a responsabilidade da Estradas de Portugal, que acabou por ser absolvida por se considerar que a empresa pública não podia ser culpada pela queda da árvore que pertencia a um privado. A proprietária do terreno foi recorrendo das decisões que eram sempre favoráveis à vítima, alegando que fazia a vigilância aos arbustos e árvores existentes no local. Invocava também o excesso de velocidade, atendendo às condições climatéricas adversas que se verificavam no local.

No acórdão, o Supremo considera que a proprietária omitiu, de forma “continuada e persistente” o seu dever de vigilância sobre a árvore. O tribunal foi sensível ao “permanente estado de amargura, desespero e angústia” causado a Mónica, que perdeu a vontade de viver. “Muitas vezes tem pedido que lhe ponham termo à vida”, sublinham os juízes do tribunal. Mónica Silva ansiava constituir família e realizar-se profissionalmente quando sofreu o acidente. O advogado da família, Vítor Miragaia, disse a O MIRANTE que finalmente se fez justiça apesar da espera de 12 anos. A decisão passa a servir de referência em decisões na primeira instância de casos semelhantes.

No entender de Francisco Palma, que gere os terrenos da mãe em Benavente, o julgamento pecou por falta de perícias. “O tribunal nunca quis saber o que se passou com o condutor, se os ocupantes do carro levavam cinto de segurança ou não e se árvores daquele tipo podem realmente apodrecer e cair”, conta. Francisco Palma admite que a família terá que vender terrenos para pagar a indemnização, realçando que numa altura de crise não será fácil.

Recorde-se que o automóvel de Mónica Silva, que estava a ser conduzido em Dezembro de 2000 pelo namorado, foi atingido às 21h30 por uma acácia de 15 metros de altura. A árvore estava inclinada sobre a estrada e plantada a pouco mais de três metros da faixa de rodagem. A jovem foi atirada para uma cadeira de rodas e necessita de assistência permanente de terceiros. Ficou com sensibilidade apenas do pescoço para cima e nos ombros, dificuldades respiratórias e uma incapacidade funcional de 95 por cento. Antes do acidente Mónica era uma apaixonada por danças de salão e chegou a competir por todo o país.

A força de viver

Três anos depois do acidente Mónica Silva, então com 22 anos, passou a dedicar-se à pintura de postais com a boca para angariar dinheiro para fazer face às despesas e comprar uma cadeira de rodas melhor. Os postais eram alusivos à natureza, com desenhos de flores e borboletas. Numa reportagem de O MIRANTE, Mónica contava que começou a interessar-se pela pintura por influência de uma prima que estudava Educação Visual. A jovem, que trabalhava no museu municipal de Benavente na altura do acidente, confessou que gosta de navegar na internet e comunicar com outros cibernautas. Mónica dizia na altura que “a esperança é a última a morrer”. Fonte: O Mirante