População deficiente com nova resposta em Albergaria-a-Velha

Em espaço cedido pela Misericórdia local, a Câmara de Albergaria avançou com a iniciativa, incluída no seu programa de inclusão abrangente "Incluir +" e investiu cerca de 50 mil euros, entre obras e equipamentos.

Vocacionadas para pessoas com deficiência ou com incapacidade e problemas sensoriais ou neurológicos, as duas salas são completadas por zonas de espera e atendimento, bem como blocos sanitários.

António Loureiro, presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha, justificou o investimento com o facto de as pessoas com deficiência se terem de deslocar para fora do Município, porque até agora Albergaria não possuía estruturas adequadas de terapia.

"É comum não haver a perceção da quantidade de pessoas que têm algum tipo de deficiência, mas representam 7% da população, pelo que estamos a enfrentar essa realidade e a procurar melhorar de forma significativa a sua qualidade de vida", disse.

O projeto foi apresentado pela vereadora Catarina Mendes, que referiu que os recursos desse tipo estão concentrados nos grandes centros urbanos, deixando a descoberto concelhos periféricos e se constatou a sua necessidade, "pelo levantamento no terreno".

A decisão da Câmara de avançar, justificou, levou em linha de conta que "a escola está em processo de mudança e cada vez mais as autarquias são chamadas a assumir papéis que eram do poder central".

"Por outro lado, os cortes efetuados em 2013 no financiamento, e a reorganização dos apoios, despovoaram os agrupamentos de escolas de técnicos de educação especial, como professores e terapeutas", disse.

O equipamento que hoje abriu ao público destina-se a crianças e jovens das escolas, mas também a idosos com problemas neuromotores e sensoriais, estando à disposição dos utentes das instituições particulares de solidariedade social do concelho.

A sala Snoezelen destina-se à estimulação sensorial, através de um método que surgiu na Holanda, na década de 70, combinando técnicas de relaxamento através da música, efeitos luminosos e vibrações.

A outra sala, a de integração sensorial, assemelha-se a um ginásio, mas com aparelhos específicos, e os utentes deverão ser acompanhados por técnicos, como fisioterapeutas e psicomotricistas, preferencialmente os que já fazem o seu seguimento.

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Fonte: RTP

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