
Existem cerca de 50 milhões de europeus com deficiência e, ainda que os seus direitos estejam contemplados na proposta de directiva anti-discriminação, há quem considere necessária legislação específica. Algumas das petições apresentadas ao PE foram debatidas no final de Abril, colocando os direitos das pessoas com deficiência na agenda europeia e abrindo caminho à eventual aprovação de legislação nesta matéria. Um bom exemplo de como as petições podem ajudar os cidadãos a fazer ouvir a sua voz.
Uma companhia de seguros que se recusa a pagar o subsídio de desemprego a um deficiente, um rapaz autista impedido de frequentar uma escola e um autocarro público que não é acessível com uma cadeira de rodas são três exemplos de violações dos direitos das pessoas com deficiência, que a comissão parlamentar das Petições analisou no passado dia 24 de Abril. São diferentes faces da mesma moeda, que revelam comportamentos discriminatórios em relação às pessoas com deficiência.
A solução para o problema foi apresentada numa outra petição apresentada pelo Fórum Europeu da Deficiência, com o apoio de 1,3 milhões de cidadãos de diversos países da União Europeia, de acordo com a qual a directiva anti-discriminação proposta pela Comissão Europeia e actualmente bloqueada no Conselho da UE não satisfaz as necessidades específicas deste grupo de cidadãos. Foi nesse sentido que os assinantes da petição instaram a UE a aprovar legislação específica que proteja os direitos das pessoas com deficiência.
A comissão das petições decidiu colocar uma pergunta oral ao Conselho, instando-o a desbloquear a directiva anti-discriminação com a maior rapidez possível, e escrever à comissão das Liberdades Cívicas do Parlamento Europeu, que acompanha o processo legislativo relativo à directiva anti-discriminação.
Isto significa que, na prática, os subscritores da petição conseguiram alertar a União Europeia sobre uma possível falha na legislação europeia. Compete agora à Comissão Europeia analisar a eventual necessidade de legislação específica.
Petições
Qualquer cidadão da União Europeia ou residente num Estado-Membro pode, individual ou colectivamente, submeter uma petição ao Parlamento Europeu sobre uma questão que esteja no âmbito de competências da UE e os afecte directamente.
Fonte: Parlamento Europeu
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