sábado, 27 de janeiro de 2018

O INR existe para ser uma alavanca à nossa inclusão social?

Numa entrevista ao programa online "Mãos que falam", da Rádio Movimento, no dia 24 de janeiro de 2018, onde o tema da deficiência foi o principal protagonista, o Presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional para a Reabilitação (INR, I.P.), I.P., Dr. Humberto Santos, falou, de um modo geral, sobre o seu percurso na área do desporto paralímpico, sobre os desafios que lhe são colocados no INR, I.P. e sobre as dificuldades na obtenção do serviço de intérpretes de Língua Gestual Portuguesa.


O locutor surdo Hugo Parreira abordou temáticas pertinentes na área da deficiência, nomeadamente no que diz respeito à comunidade surda, e dinamizou o debate com as questões colocadas pelo público, que participou de forma ativa através do chat da emissão em direto do Facebook.

Durante a entrevista, o Presidente do INR, I.P., debruçou-se sobre o trabalho desenvolvido na área do desporto paralímpico e afirmou que, agora, a trabalhar no INR, I.P. "É um desafio. Se calhar o maior desafio que até agora decidi aceitar".

"Nas minhas dezenas de anos a trabalhar na área da inclusão das pessoas com deficiência, fui criando relações de proximidade com muitas pessoas que estão nas organizações, com pessoas com deficiência, com familiares de pessoas com deficiência... e eu sabia que, no dia em que viesse a assumir estas responsabilidades, iria criar um conjunto de expetativas", conta.

Nunca tendo perspetivado um projeto de vida nesta área, o trabalho no INR, I.P., apresentou-se como uma oportunidade para ajudar nesta matéria. "Se eu tinha sido tão contestatário, se eu tive uma opinião tão adversa a esta organização, agora que me estava a ser dada uma oportunidade e que me estava a ser pedida ajuda para criar uma outra dinâmica, não podia virar as costas e dizer não vou ajudar", afirmou o Presidente do Conselho Diretivo do INR, I.P.

Quando questionado sobre a equipa do INR, I.P. e o futuro do Instituto, o Dr. Humberto Santos explicou que o objetivo é fazer com que esta entidade se coloque numa realidade organizacional de maior eficácia. "O INR existe, para ser do lado da Administração Pública, uma alavanca à inclusão social das pessoas com deficiência. É neste movimento de inclusão que temos tentado fazer um esforço para que a Administração Pública possa também ter aqui um papel decisivo", explica.

Durante a entrevista os espetadores comentaram e foram colocando questões que, no final do programa, acenderam o debate: a dificuldade de acesso aos intérpretes de Língua Gestual Portuguesa.

Nesta troca de comentários entre locutor, espetadores e Presidente do INR, I.P. foi elogiado o facto deste instituto ter aberto um concurso público para o recrutamento de dois intérpretes de língua gestual portuguesa. "Chegamos à conclusão que este era um constrangimento muito significativo e que deveríamos ser um exemplo em matéria de acessibilidade em matéria de comunicação".

No final da entrevista foi elogiado o papel da estagiária que fez a interpretação do programa, Sofia, pelo trabalho desenvolvido.

Oiça o programa na íntegra aqui.

O programa "Mãos que falam" é emitido semanalmente, às quartas-feiras, às 20 horas, em direto no Facebook. Fonte: INR

NÓS: Sobre este senhor nunca me esqueço que em 2012, enquanto estávamos ao relento em frente à Assembleia da República, a realizar uma vigília, ele, como presidente da Associação Portuguesa Deficientes, encontrava-se nos corredores da AR, em reunião com o Secretário de Estado da altura,  Marco António, a negociar nas nossas costas para no dia seguinte colher os louros na imprensa. Juntar-se a nós, enquanto presidente da maior associação de pessoas com deficiência, e que supostamente nos representa, nem pensar.   

Quanto ao INR, a sua existência nunca funcionou como uma entidade preocupada com os nossos direitos. Nunca nos defendeu. 

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