Seminário Novas Perspectivas para o Turismo: A Acessibilidade Universal como Referencial de Qualidade

Os turistas são todos diferentes uns dos outros. São diferentes os que não têm problemas de saúde, de deficiência ou incapacidade, mas os que têm de se confrontar com essas dificuldades são ainda mais diferentes. Trata-se de uma realidade que, por razões humanas, sociais e económicas não pode ser ignorada.

O princípio de que todos devem ter acesso ao usufruto dos espaços, equipamentos e serviços de lazer e turismo é uma regra básica de direito e de cidadania. Para que tal aconteça, é necessário que quem cuida da oferta assegure os meios necessários, numa plataforma que envolve diversos meios de acessibilidade e circulação nos espaços públicos e privados, bem como a fruição dos estabelecimentos e locais de visitação, nos quais é fundamental uma correcta definição do «ponto certo» do serviço. Mas também é necessário que as pessoas para quem estas preocupações se
dirigem estejam atentas e motivadas.

Para os empresários do grupo de negócios do turismo, hotelaria e restauração é relevante reconhecer três coisas: em primeiro lugar, que as pessoas com deficiência ou incapacidade representam uma importante e crescente parte da sua procura potencial; por outro lado, que a ilegal e pouco inteligente exclusão desses clientes é um prejuízo económico directo e uma pesada imagem negativa para as suas empresas; por último, que a adaptação física e funcional das suas unidades a esta clientela específica não é uma dificuldade e um custo injustificado, mas antes um esforço de racionalidade e um investimento compensador.

As pessoas com deficiência ou incapacidade têm que ser presença assídua no mundo do turismo. Como clientes, naturalmente, mas também como empresários ou trabalhadores, em todas as áreas técnicas para as quais obtenham a necessária habilitação. É essa a
nossa convicção, é esse o objectivo para o qual este Seminário pretende contribuir.
Fonte e informação completa: ESEC

Comentários

  1. Edu,
    Quando hotéis, empresas, comércio perceberem que a pessoa com deficiência e o idoso (que também precisa de acesso diferenciado), têm poder de compra, são bons consumidores, investirão na acessibilidade universal.

    Um abraço,
    Mônica

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  2. Felizmente nalguns casos isso já está a acontecer. Queremos é mais.
    Fica bem.

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