Quinta cultivada por pessoas com deficiência distinguida pelo Instituto de Empreendedorismo

A Oficina Agrícola do Centro de Apoio a Deficientes do Alto Tâmega (CADAT), que surgiu em Boticas em 2004, foi ontem "reconhecida pelo Instituto de Empreendedorismo Social como Iniciativa de Elevado Impacto Social", disse à Lusa Pedro Vaz, director técnico do Centro.

Apoiado pela Santa Casa da Misericórdia, este programa terminou em 2008, mas estendeu a sua continuidade como "uma mais-valia em termos de auto-estima e integração ocupacional dos utentes", como sublinhou o responsável.

"Quando iniciámos esta oficina tínhamos utentes que pouco falavam e interagiam. Hoje interagem de forma mais dinâmica e ficam contentes com os frutos do seu trabalho", sublinhou o director. No ano passado, os utentes do Centro de Apoio a Deficientes do Alto Tâmega colheram mais de dois mil quilos de batatas e mais de mil tomates.

O prémio é um "reconhecimento do trabalho destes utentes e da equipa que os acompanha. Para nós foi muito bom", afirmou ainda Pedro Vaz.

Para o director, o objectivo do CADAT é continuar a trabalhar porque "ocupar e motivar utentes com deficiência não é fácil. É preciso muito trabalho de equipa." Segundo Dulce Fernandes, engenheira agrícola e responsável pela oficina, a integração dos utentes é, de facto, uma das maiores dificuldades com que a equipa tem de lidar, pelo que o trabalho deve ser contínuo.

Para mais tarde, permanece o desejo do CADAT de ter uma quinta biológica com animais de pequeno porte, como galinhas, coelhos e patos - ou seja, "animais com que os utentes estão familiarizados porque são provenientes de famílias que se dedicam à agricultura", concluiu Pedro Vaz. i

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